terça-feira, 14 de setembro de 2010

As tendências da peluqueria de Llongueras

“Nos anos 1960 era Sassoon, nos 1970 Jean Louis David, e nos 1980 Llongueras… e assim continua sendo.” A frase publicada pela revista espanhola “Gala” se refere a um dos cabeleireiros mais famosos da história: o espanhol Lluis Llongueras – conhecido também como o Dalí da peluqueria (salão de beleza em espanhol). Talvez você não o conheça de nome, mas com certeza já viu por aí algum corte de cabelo inspirado em sua técnica. Trata-se de um cabelo completamente assimétrico, cheio de volume e movimento. Reza a lenda que o método de Llongueras deriva dos jovens espanhóis, que se reuniam em praças públicas e cortavam o cabelo uns dos outros, em meados dos anos 1970. Os jovens recorriam a esse método porque queriam fugir dos cortes caretas e convencionais realizados nos salões de Madri.
Lluis Llongueras foi às ruas conhecer os desejos e aspirações da nova geração e desenvolveu uma técnica que leva ao resultado esperado. A ideia deu certo e ele ganhou fama mundial. Fundou a Academia Llongueras, onde até hoje ensina a técnica, que usa os princípios do visagismo. A academia tem filial na Argentina e seus salões estão espalhados em mais de cem cidades do mundo. No Brasil, o salão Llongueras foi inaugurado no ano passado, em São Paulo. Sua proprietária, Mônica Rodrigues, fã da técnica, ainda sonha em abrir uma academia por aqui. “A técnica é incrível e se aplica tanto aos cortes tradicionais quanto aos mais estilosos. E se estende à coloração e cuidados com o fio também”, conta.
TENDÊNCIAS- Plástica capilar: também conhecida como cauterização, é uma técnica que cicatriza as cutículas do fio para que as proteínas depositadas durante o procedimento fiquem por mais tempo. São usados cremes, queratina e chapinhas de cerâmica. O resultado é a recuperação da elasticidade e brilho dos fios. O preço varia conforme os produtos e o cabelo. Também é possível realizar a cauterização fria, que não faz uso de chapinhas, apenas de máscaras capilares.
- Alisamentos: as escovas progressivas, japonesas, inteligentes, de chocolate, morango e de outras tantas ainda são muito usadas. Mas os procedimentos que usam alternativas ao formol ganham espaço. Os mais indicados, segundo o cabeleireiro Hélio Nakanishi, são os que usam amônia, de hidróxido de sódio ou de guanidina. Eles variam de R$ 100 a R$ 1 mil.
- Mechas: as técnicas mais novas para a realização de mechas como balaiages, luzes ou as mechas californianas (nas pontas) já não se apoiam mais em toucas de silicone, papel alumínio ou manteiga. Agora, elas são feitas livremente. Conforme o cabeleireiro Marcelo Vasconcelos, dessa forma a química não fica abafada. Os resultados são mechas mais naturais e cabelos menos danificados. Outra técnica de mecha é a interna, também conhecida como segunda fila ou medias lunnas, da academia Llongueras. Ela é feita nos fios menos expostos, criando um efeito natural, moderno e que dispensa retoques constantes. Também da Llongueras é a técnica ponta luz, uma espécie de mecha californiana com efeito artístico.

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